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Fórmula de Lucro

A Copa vai injetar R$ 4,32 bilhões no varejo.

A Copa vai injetar R$ 4,32 bilhões no varejo.

Por Publicado em 10 min de leitura Atualizado em

Para saber tudo sobre negócios e como acelerar o seu, chegou a sua Fórmula de Lucro, sua Newsletter semanal de Gestão Empresarial Estratégica.

Na 136ª edição da Fórmula de Lucro:

  • ⚽ A Copa injeta R$ 4,32 bilhões no varejo, e 70% vai pro supermercado
  • 🔥 Hot Topics da semana
  • 📺 A corrida das TVs: R$ 8,4 bilhões antes da bola rolar
  • 💡 Insight Empresarial Brave: a Curva W, quando o auge do faturamento quebra a empresa
  • 📣 Marketing na Copa: dá pra surfar sem ser patrocinador

Bora lá! 🚀

⚽ A Copa injeta R$ 4,32 bilhões no varejo, e 70% vai pro supermercado

A Copa do Mundo começou em 11 de junho, e o consumo brasileiro já mudou de ritmo. A CNC (Confederação Nacional do Comércio) projeta que o torneio vai movimentar R$ 4,32 bilhões no varejo ao longo da competição, um avanço real de 6,5% sobre o Mundial do Catar, em 2022. E tem um detalhe que muda a leitura: diferente de 2022, esse número chega num cenário de mercado de trabalho aquecido e inflação mais controlada, o que dá mais fôlego pro consumidor abrir a carteira.

Mas a primeira coisa que o empresário precisa entender é que esse bolo não se divide por igual. Ele se concentra de um jeito muito específico:

  • Hiper e supermercados ficam com quase 70% do total: R$ 3,97 bilhões
  • Alimentos e bebidas concentram 68,7% das vendas ligadas à Copa
  • Vestuário e acessórios somam R$ 803,7 milhões
  • Nas duas horas que antecedem os jogos da Seleção, as vendas chegam a saltar quase 70%, e o gasto médio do consumidor sobe 24,4%

A leitura é direta: o brasileiro não vai ao estádio, ele assiste em casa ou no bar, com a galera reunida. E é isso que explica a conta. O dinheiro da Copa não vai pra arquibancada, vai pra cerveja, o carvão, a picanha, o refrigerante, o salgadinho, a camisa do time e a TV nova pra ver tudo em tela grande. Quem está nessas categorias, ou em qualquer coisa que orbite o jogo dentro de casa, já largou na frente. Quem não está, precisa achar rápido o seu gancho.

Porque o segundo ponto é o tempo, e é onde a maioria escorrega. A janela da Copa não é o mês inteiro, é o dia do jogo, e principalmente as horas que antecedem o apito. Aquele salto de 70% nas duas horas antes da Seleção não é um detalhe estatístico, é um recado operacional: o seu estoque, a sua escala de gente e a sua oferta precisam estar prontos ANTES da bola rolar, não no intervalo. Quem repõe a gôndola na hora errada, quem fica sem troco no caixa, quem não montou o combo antes, perde uma venda que não volta. O jogo acaba, e o cliente vai embora junto.

E tem um terceiro ponto, que vale até pra quem não vende comida nem bebida: a Copa mexe no humor e no horário de compra da cidade inteira por um mês. Restaurante muda o pico de movimento, salão esvazia na hora do jogo, loja de rua vê o fluxo despencar quando a bola rola e voltar quando acaba. Ignorar esse calendário é remar contra a maré. Ajustar horário de funcionamento, antecipar entrega, amarrar uma promoção ao jogo do dia, é remar a favor dela.

No fim, a Copa não cria dinheiro novo do nada. Ela concentra, num período curto, um consumo que estava espalhado. Isso é ótimo pra quem está pronto e cruel com quem improvisa, porque o concorrente preparado leva a fatia que era sua.

A verdade é essa: a Copa não enche o caixa de quem só torce. Enche o de quem preparou estoque, escala e oferta pro dia do jogo. Evento não premia quem improvisa na hora. Premia quem montou a operação antes do apito.

🔥 Hot Topics

  • 🚢 Balança comercial segue no azul: superávit de US$ 1,5 bilhão na 2ª semana de junho: A Secex/MDIC informou que a balança comercial teve superávit de US$ 1,5 bilhão na segunda semana de junho, com as exportações do mês crescendo 25,3%. No ano, o saldo acumulado já chega a US$ 37,3 bilhões. Dólar que entra mexe no câmbio: barateia quem importa insumo e pressiona quem depende só do mercado interno. Se você compra ou vende lá fora, revise contrato e preço com o câmbio de hoje, não com o do começo do ano. Leia no MDIC
  • 💼 Salário mínimo de 2027 deve subir pra R$ 1.717, comece a planejar a folha agora: A proposta do governo na LDO, em tramitação no Congresso, fixa o salário mínimo de 2027 em R$ 1.717, um reajuste de 5,9% (R$ 96 a mais) sobre os R$ 1.621 de hoje. O número ainda pode mudar até dezembro, quando sai o INPC oficial, mas a direção está dada: o piso sobe. E salário mínimo não é só o salário de quem ganha o piso. Ele puxa encargo, INSS, FGTS, férias, 13º e serve de âncora pra tabela de cargos inteira. Quem monta o orçamento de 2027 com o piso de hoje começa o ano no vermelho. Faça a conta do impacto na sua folha agora, com seis meses de antecedência, não em janeiro. Leia no Estado de Minas
  • 🚜 O gargalo de R$ 72 bilhões que trava o agro, segundo o USDA: Um estudo do USDA divulgado nesta semana aponta que a infraestrutura logística deficiente custa cerca de R$ 72 bilhões (US$ 14 bilhões) por ano ao agronegócio brasileiro. O país só tem armazém pra 60% a 70% da safra (nos EUA é 150%) e 95% do escoamento depende de caminhão. A logística já come 30% do custo de produção. O recado vale pra cadeia inteira: transportadora, revenda de insumo, armazém, manutenção. Custo de logística não é problema só do agro, é de todo mundo que vende pra ele. Leia na Exame

📺 A corrida das TVs: R$ 8,4 bilhões antes da bola rolar

Tem uma categoria que dispara em todo ano de Copa, e 2026 não é exceção. Segundo a Confi Neotrust (dado divulgado pela InfoMoney em 16 de junho), as vendas de TVs no e-commerce somaram R$ 8,4 bilhões de 1º de janeiro a 15 de junho, alta de 28,9% sobre o mesmo período de 2025. Foram mais de 3 milhões de aparelhos, com ticket médio de R$ 2.700.

E o brasileiro foi pra cima das telas grandes:

  • Modelos de 50 a 59 polegadas lideram, com 36,6% do mercado
  • As TVs acima de 70 polegadas saltaram 172,2%
  • Os modelos básicos, até 32 polegadas, cresceram só 9,5%

POR QUE ISSO IMPORTA? 🤔

  • 📌 O pico é agora, não em julho. Em ano de Copa, o primeiro semestre concentra metade do faturamento anual de eletrônicos. Quem vende, instala, financia ou conserta TV tem semanas, não meses.
  • 📌 O consumidor está trocando pra cima, mesmo com o dinheiro caro. A procura migrou pra tela grande e premium. Vender o modelo de entrada é brigar nos 9,5%; oferecer experiência (tamanho, som, instalação) é pegar os 172%.
  • 📌 Acessório é onde mora a margem. Suporte, soundbar, cabo, configuração, garantia estendida. A TV puxa o cliente, o combo levanta o ticket.

A verdade é essa: a Copa não vende só a TV. Vende tudo que faz a TV virar experiência. Quem enxerga isso fatura no entorno, não só no produto.

💡 Insight Empresarial Brave

A Curva W: quando o auge do faturamento quebra a empresa.

Junta as duas pontas desta edição: a Copa traz um pico de venda concentrado, e o empresário tende a comemorar o faturamento alto desses dias. Só que tem uma armadilha que o Léo chama de Curva W.

A venda sobe em picos, datas, eventos, Copa, e o gráfico vira uma montanha. Mas junto com o pico de venda vem um pico de custo: mais estoque comprado, mais gente na escala, mais hora extra, mais matéria-prima. E é aí que mora o perigo. Muita empresa não quebra na baixa. Quebra no auge, faturando recorde e sem caixa pra pagar a conta que o recorde gerou.

Nós da Brave observamos, em mais de 4 mil empresas atendidas, que o pico de faturamento é o momento que mais ilude. Entra muito dinheiro, e o dono acha que está tudo certo, sem ver que comprou, contratou e gastou na mesma intensidade.

  • 📌 Provisione o custo do pico, não só a receita. Antes de comprar estoque pro jogo, calcule quanto desse faturamento extra é lucro de verdade e quanto já está comprometido com o custo de produzir a venda.
  • 📌 Separe o caixa do pico. O dinheiro que entra forte numa semana de Copa não é todo seu, parte é pra repor o estoque que você acabou de vender. Quem trata pico de venda como sobra, trava na reposição.
  • 📌 Olhe o mês inteiro, não o dia do jogo. Um sábado recorde não paga um mês mal planejado. O pico é fotografia; o caixa é o filme.

A verdade é essa: não existe mágica, existe método. E método de pico começa por uma pergunta, esse faturamento todo da Copa vai sobrar no fim do mês ou só passou pelo seu caixa? Quem sabe a resposta, planeja. Quem não sabe, comemora cedo demais.

📣 Marketing na Copa: dá pra surfar sem ser patrocinador

A Copa de 2026 deve movimentar cerca de US$ 10,5 bilhões só em publicidade no mundo. Diante desse número, é fácil o pequeno empresário achar que esse jogo não é pra ele. É o contrário.

Um levantamento sobre marketing na Copa traz dois pontos que mudam a conversa pra PME. Primeiro: nenhuma empresa pode usar as marcas oficiais da FIFA sem ser patrocinadora, mas qualquer uma pode usar o clima do futebol, as cores, as expressões e a emoção do momento. Segundo: o investimento que mais cresce é o de mídia digital barata, 32% das empresas vão pra Instagram, TikTok e Google, e 31% apostam em conteúdo orgânico.

Ou seja, a régua não é orçamento. É planejamento e criatividade. E é justamente o planejamento que falta: a maioria mobiliza verba de Copa, mas chega na competição sem plano.

A lição pra PME é direta: você não precisa patrocinar a Seleção pra vender na Copa. Precisa de uma oferta ligada ao momento, um conteúdo que converse com o seu cliente no dia do jogo e um plano pra executar isso sem improviso. Quem tem plano transforma a Copa em venda. Quem só torce, assiste, inclusive o concorrente faturando.

🎯 Formação Executiva Presencial · Turma 6: 21 e 22 de julho em São Paulo

empresário(a), repara no fio que costura esta edição: a Copa movimenta R$ 4,32 bilhões, as TVs já venderam R$ 8,4 bilhões e o mercado de anúncios gira US$ 10,5 bilhões. Dinheiro circulando por todo lado. Mas quem termina o mês com esse dinheiro no caixa não é quem mais vendeu, é quem sabe o que sobrou de cada venda.

É exatamente isso que a Turma 6 da Formação Executiva coloca na sua mão: dois dias presenciais, ao lado de Leonardo Leão e de outros 49 empresários, pra transformar o número da sua empresa em decisão e sair da sala com um plano de caixa pronto pra rodar.

A Turma 5 lotou e está chegando ao fim: hoje foi o segundo e último dia de sala. A 6 já está com inscrições abertas, nos dias 21 e 22 de julho, em São Paulo. São 50 vagas, e quem decide rápido é quem senta na sala.

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Fórmula de Lucro 💸

Terminamos mais uma edição da Fórmula de Lucro, a sua dose semanal de conteúdos estratégicos sobre gestão empresarial! Não se esqueça: toda sexta-feira, às 18h, estaremos de volta para trazer mais conteúdos e estratégias que impulsionam seu negócio.

😁 Conte como foi sua experiência com esse conteúdo. Deixe um feedback respondendo a esse e-mail.

Até a próxima sexta-feira, sempre às 18h na sua caixa de entrada.

Um forte abraço!

Equipe Brave

Leonardo Leão

Sobre o autor

Fundador da Brave Educação

Leonardo Leão é empresário, investidor e fundador da Brave Educação, onde já ajudou mais de 5.000 empresas a transformar faturamento em caixa, lucro e capital de giro. Autor das newsletters Fórmula de Lucro (sextas, 18h) e Carta Aberta (domingos, 20h).

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